quarta-feira, 7 de maio de 2014
terça-feira, 6 de maio de 2014
Artes Plásticas:
Amadeo de Souza Cardoso, Almada
Amadeo de Souza Cardoso reflete na sua obra influências da arte estrangeira, devido aos longos períodos que passou fora de Portugal, o que lhe permitiu o contrato com o Pablo Picasso, Georges Braque e Robert Delaunay, entre outros. O Parto da Viola foi um dos quadros que lhe valeu a celebridade. Observamos nesta tela uma grande intensidade cromática e inúmeros objetos sobrepostos que sugerem a iconografia tradicional (potes e bilhas de barro, uma figura feminina- boneca popular) mas, simultaneamente, letras soltas e figuras geométricas. O objeto central da obra não é uma viola, como sugere o título, mas sim um violino, representado numa metade, a sugerir um perfil. É uma obra muito rica pela heterogeneidade dos elementos que a compõem, pela sobreposição e geometrização, assim como pelos jogos de luz e cor, sendo exemplo do Modernismo em Portugal.
in Interações, Português, 12º ano, Azóia F. e Santos F., Texto Editores
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| Amadeo de Souza Cardoso, trou de la Serrure Parto da Viola Bon Ménage, 1916 |
in Interações, Português, 12º ano, Azóia F. e Santos F., Texto Editores
Módulo 9: Textos Líricos
Fernando Pessoa e Heterónimos
MODERNISMOS
No início do Séc. XX, havia um sentimento geral de que não era mais possível renovar a arte tradicional. As escolas literárias repetiam suas fórmulas. A superficialidade convivia com a crença de que a evolução tudo comandava e pouco cabia ao homem nesse processo.
No entanto, um movimento forte e amplo - o Modernismo - viria dar fim a este marasmo e implantar o inconformismo.
Modernismo, não foi apenas produto de uma evolução estética: ele decorreu de todo um estado de espírito formado pela cultura da época e que repercutiria em todas as artes, integrando literatura, pintura, música arquitetura, cinema, etc. A primeira Guerra Mundial foi o grande divisor das águas.
Nesse contexto surgiram as vanguardas européias, que antecederam e originaram o Modernismo literário.
Vanguarda vem do francês e significa extremidade dianteira dos exércitos em luta. E a literatura de vanguarda foi realmente combativa, polêmica, desbravadora e irreverente. Os vanguardistas da época valiam-se do deboche, da ironia e da luta verbal com o objetivo de substituir a arte passadista pela arte moderna.
As principais vanguardas européias foram:
-Cubismo;
-Dadaísmo;
-Futurismo;
-Surrealismo
Todas essas vanguardas tiveram um caráter agressivo, experimental, demolidor e inovador. Combatiam o racionalismo e o objetivismo das teorias científicas do Realismo/Naturalismo/Parnasianismo e pregavam o irracionalismo. Com isso, buscavam uma compressão mais subjetiva do homem, voltada mais para seu interior que para seu exterior.
De 1940 a nossos dias, o Modernismo português desenvolveu várias tendências; Neo- Realismo. Ecletismo, Humanismo dramático, Realismo contraditório e Experimentalismo polivalente.
Características:
• Atitude irreverente em relação aos padrões estabelecidos;
• Reação contra o passado, o clássico e o estático;
• Temática mais particular, individual e não tanto universal e genérica;
• Preferência pelo dinamismo e velocidade vitais;
• Busca do imprevisível e insólito
• Abstenção do sentimentalismo fácil e falso;
• Comunicação direta das idéias: linguagem cotidiana.
• Esforço de originalidade e autenticidade;
• Interesse pela vida interior (estados de alma, espírito)
• Aparente hermetismo, expressão indireta pela sugestão e associação verbal em vez de absoluta clareza.
• Valorização do prosaico e bom humor;
• Liberdade forma: verso livre, ritmo livre, sem rima, sem estrofação preestabelecida.
OS HETERONIMOS DE FERNANDO PESSOA
Sua capacidade de deixa-se possuir por outros seres, que como ele são poetas, e de assim criar os outros eus, os heterônimos, tem sido tema de numeráveis estudos debates e controvérsias. Destruiu as certezas inquestionáveis e quebrou o mito da personalidade como algo inteiro, algo assim mesmo.
Os heterônimos, portanto, não são máscaras literárias, não se confundem com pseudônimos. Pessoa não inventou personagem-poetas, mais criou obras de poetas, e, em função delas, as biografias de Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Alberto Caeiro, seus principais heterônimos.
MODERNISMOS
No início do Séc. XX, havia um sentimento geral de que não era mais possível renovar a arte tradicional. As escolas literárias repetiam suas fórmulas. A superficialidade convivia com a crença de que a evolução tudo comandava e pouco cabia ao homem nesse processo.
No entanto, um movimento forte e amplo - o Modernismo - viria dar fim a este marasmo e implantar o inconformismo.
Modernismo, não foi apenas produto de uma evolução estética: ele decorreu de todo um estado de espírito formado pela cultura da época e que repercutiria em todas as artes, integrando literatura, pintura, música arquitetura, cinema, etc. A primeira Guerra Mundial foi o grande divisor das águas.
Nesse contexto surgiram as vanguardas européias, que antecederam e originaram o Modernismo literário.
Vanguarda vem do francês e significa extremidade dianteira dos exércitos em luta. E a literatura de vanguarda foi realmente combativa, polêmica, desbravadora e irreverente. Os vanguardistas da época valiam-se do deboche, da ironia e da luta verbal com o objetivo de substituir a arte passadista pela arte moderna.
As principais vanguardas européias foram:
-Cubismo;
-Dadaísmo;
-Futurismo;
-Surrealismo
Todas essas vanguardas tiveram um caráter agressivo, experimental, demolidor e inovador. Combatiam o racionalismo e o objetivismo das teorias científicas do Realismo/Naturalismo/Parnasianismo e pregavam o irracionalismo. Com isso, buscavam uma compressão mais subjetiva do homem, voltada mais para seu interior que para seu exterior.
De 1940 a nossos dias, o Modernismo português desenvolveu várias tendências; Neo- Realismo. Ecletismo, Humanismo dramático, Realismo contraditório e Experimentalismo polivalente.
Características:
• Atitude irreverente em relação aos padrões estabelecidos;
• Reação contra o passado, o clássico e o estático;
• Temática mais particular, individual e não tanto universal e genérica;
• Preferência pelo dinamismo e velocidade vitais;
• Busca do imprevisível e insólito
• Abstenção do sentimentalismo fácil e falso;
• Comunicação direta das idéias: linguagem cotidiana.
• Esforço de originalidade e autenticidade;
• Interesse pela vida interior (estados de alma, espírito)
• Aparente hermetismo, expressão indireta pela sugestão e associação verbal em vez de absoluta clareza.
• Valorização do prosaico e bom humor;
• Liberdade forma: verso livre, ritmo livre, sem rima, sem estrofação preestabelecida.
OS HETERONIMOS DE FERNANDO PESSOA
Sua capacidade de deixa-se possuir por outros seres, que como ele são poetas, e de assim criar os outros eus, os heterônimos, tem sido tema de numeráveis estudos debates e controvérsias. Destruiu as certezas inquestionáveis e quebrou o mito da personalidade como algo inteiro, algo assim mesmo.
Os heterônimos, portanto, não são máscaras literárias, não se confundem com pseudônimos. Pessoa não inventou personagem-poetas, mais criou obras de poetas, e, em função delas, as biografias de Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Alberto Caeiro, seus principais heterônimos.
sexta-feira, 28 de março de 2014
Episódio do Jantar no Hotel Central
Este episódio surge no capítulo VI do romance e integra a chamada crónica de costumes. Estamos perante um acontecimento eminentemente mundano, integrado na crónica de costumes (recordar o subtítulo «Episódios da Vida Romântica»), cujo objectivo central é homenagear o banqueiro Cohen, de cuja mulher Ega (o promotor da homenagem) é amante.
Objetivos
- Homenagear o banqueiro Jacob Cohen, uma iniciativa de João da Ega («... o Ega, alargando pouco a pouco a ideia, convertera-o agora numa festa de cerimónia em honra do Cohen...»).
- Retratar a sociedade lisboeta.
- Proporcionar a Carlos da Maia o primeiro contacto com o meio social lisboeta.
- Apresentar a visão crítica de alguns problemas.
- A nível da ação central: proporcionar a Carlos o primeiro encontro com Maria Eduarda.
Intervenientes
- João da Ega : Promotor do jantar, uma homenagem ao banqueiro Jacob Cohen, marido da «divina Raquel», com quem mantém uma relação adúltera, João da Ega defende o Realismo / Naturalismo.
- Jacob Cohen : É o homenageado durante o jantar, o marido da «divina Raquel», diretor do Banco Nacional, por isso o representante das Finanças na obra.
- Tomás de Alencar : Representante do Ultrarromantismo, é confrontado com os princípios naturalistas / realistas defendidos por Ega.
- Dâmaso Salcede : É o tipo do novo rico burguês e a súmula dos defeitos da sociedade: provincianismo, vaidade, futilidade e oportunismo (repare-se como louva Carlos da Maia com o intuito de assumir uma posição mais preponderante na sociedade.
- Carlos da Maia : O episódio proporciona-lhe o primeiro contacto com a sociedade, mantendo, durante o evento, uma posição relativamente discreta.
- Craft : Representante da cultura artística e britânica, Craft tem uma participação pouco relevante neste episódio.
- Literatura;
- Finanças;
- A história política
Fim do jantar - resolução da disputa
- Ega e Alencar insultam-se mutuamente;
- fazem uso de uma linguagem escabrosa e ofensiva;
- envolvem-se numa zaragata que quase termina numa sessão de pugilato;
- acabam por fazer as «pazes à portuguesa»: reconciliação e mostras de arrependimento, com abraços e protestos de amizade;
- ou seja, esgotados os argumentos, passa-se à pessoalização das questões (= Questão Coimbrã, após as primeiras intervenções críticas; o desafio para um duelo entre Antero de Quental e Ramalho Ortigão).
Conclusões - o modo de ser português
1. A falta de personalidade:
- Alencar muda de opinião quando Cohen assim o pretende;
- Ega muda também de opinião quando Cohen o pretende;
- Dâmaso, cuja divisa é «Sou forte», aponta o caminho covarde da fuga.
2. A disputa Ultrarromantismo / Naturalismo, reflexo da Questão Coimbrã.
3. A falta de coragem / a covardia domina a sociedade, «... desde el-rei nosso senhor até aos cretinos de secretaria!...».
4. A falta de cultura e civismo domina as classes mais destacadas, com exceção de Carlos e de Craft.
5. O exército:
- em caso de invasão, teriam de se alugar os generais para defesa da pátria;
- a falta de disciplina dos soldados, não obstante serem «teso(s)»;
- a fraqueza física e moral («Um regimento, depois de dois dias de marcha, dava entrada em massa no hospital!»; o episódio do marujo sueco).
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| http://www.youtube.com/watch?v=MtpMSDxgZYY |
Cesário Verde
Vida breve teve Cesário Verde. Nasceu em Lisboa em 25 de Fevereiro de 1855, morreu em Lisboa a 19 de Julho de 1886. Tinha 31 anos, idade absurda para morrer com uma tuberculose, dia 19 de Julho de 1886.
Considerado um grandioso poeta português, matriculou-se no curso de Letras da Universidade de Lisboa, mas acabou por desistis, optando por trabalhar para a loja de ferragens que seu pai tinha na Rua dos Bacalhoeiros.
No entanto, deixou-se levar pela sua paixão à poesia e continuou a escrever poemas, tais como: "Num Bairro Moderno" (1877), "Em Petiz" (1878), "O Sentimento dum Ocidental" (1880), publicado no Diário de Notícias, no Diário da Tarde, no Ocidente, entre outros.
A sua obra incide sobre a dicotomia campo / cidade, pois faz várias alusões às condições de vida do povo, dos burgueses, dos "bons trabalhadores. Remete-nos ainda para a vida no campo, a beleza da natureza e a beleza da mulher que é bastante realçada ao logo da sua obra.
Considerado um grandioso poeta português, matriculou-se no curso de Letras da Universidade de Lisboa, mas acabou por desistis, optando por trabalhar para a loja de ferragens que seu pai tinha na Rua dos Bacalhoeiros.
No entanto, deixou-se levar pela sua paixão à poesia e continuou a escrever poemas, tais como: "Num Bairro Moderno" (1877), "Em Petiz" (1878), "O Sentimento dum Ocidental" (1880), publicado no Diário de Notícias, no Diário da Tarde, no Ocidente, entre outros.
A sua obra incide sobre a dicotomia campo / cidade, pois faz várias alusões às condições de vida do povo, dos burgueses, dos "bons trabalhadores. Remete-nos ainda para a vida no campo, a beleza da natureza e a beleza da mulher que é bastante realçada ao logo da sua obra.
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